Doenças Psicossomáticas
Para efeito deste estudo, consideremos como doenças psicossomáticas,
as patologias físicas ou psíquicas geradas pela “psique” do Ser. Em outras
palavras, são doenças geradas a partir de um hábito mental negativo que
desequilibram as funções fisiológicas que se manifestam através de enfermidades
do corpo físico.
A medidas que dermos continuidade ao estudo, veremos que de
fato toda e qualquer doença pode ser considerada como Psicossomática, ou seja,
toda doença tem como causa ou coadjuvante o estado mental do enfermo. Porém
afim de sistematizar o estudo, iniciemos com as doenças mais intimamente ligadas
ao fator psíquico.
Depressão
Considerada “o mal do século”, escolhemos a depressão como
ponta pé inicial devido a sua intima relação com o pensamento, de fato, a
depressão é o maior exemplo da somatização do pensamento, ou seja, da evolução
de um estado mental contínuo para uma patologia complexa. De fato, esse mal
assombra praticamente toda a população mundial, é praticamente impossível
encontrar alguém que, pelo menos, não conheça alguém clinicamente depressivo.
É preciso esclarecer porém, que de forma mais geral
praticamente todos já passamos por momentos “depressivos”, porém é preciso distinguir
o prolongamento de um estado de tristeza profunda porém natural e passageiro,
da depressão clínica, quando a mesma é considerada uma doença e não um estado.
Enquanto a primeira é perfeitamente normal e geralmente vai embora naturalmente
sem deixar grandes danos, a segunda se enraíza profundamente, nesse caso, o paciente
inconscientemente (geralmente) sustenta o estado de tristeza, fazendo com que o
organismo lentamente se adapte àquela realidade e, após adaptado, passa a
manter fisiologicamente tal desequilíbrio, dificultado assim que o paciente restabeleça
o equilíbrio.
Vejamos então um exemplo cotidiano de como e por que o
Ser prolonga e sustenta o próprio sofrimento. Uma comum causa de depressão é a
perda de entes queridos. É perfeitamente natural para aqueles que estão
escarnados sentirem grande peso e sensação de perda e abandono quando seus
estes queridos passam por processo desencarnatório, porém em determinadas
situações a pessoa prolonga e se agarra ao sofrimento, como por exemplo no caso
de uma mãe que perde seu único filho. É realmente inestimável a dor que uma mãe
sente ao ver seu filho desencarnar, porém, muito embora isso comumente gere um profundo
estado de tristeza, este deveria após um tempo ir gradualmente diminuindo até
que ficasse “suportável”, possibilitando a pessoa a seguir em frente com a vida
que deveras nunca para.
É possível ver vários casos de mães que perderão seus
filhos, embora nunca esqueçam o ocorrido (o que é natural) sigam em frente,
criando seus outros filhos, trabalhando.... Mas o fato é que, em geral, se
instale na genitora profunda depressão. Isso ocorre por que a mãe em questão se
recusa a deixar de sofrer pelo filho perdido, como se ao fazer isso estivesse desrespeitando
a morte do filho amado, como se, deixando de sofrer, deixasse também de
demonstrar seu amor.
No caso hipotético tratado anteriormente, ocorre que,
a mãe em questão resolve se “agarrar” à tristeza, sem deixa-la ir ao tempo
certo, assemelha-se a alguém que abraça fortemente uma âncora enquanto ela
afunda no oceano. Como já vimos antes, os sentimentos provocam repercussões no
corpo físico que vão desde as mais superficiais às mais profundas como as
alterações hormonais, vimos também que o organismo tem gigantesca capacidade de
se recuperar destes pequenos desequilíbrios. Porém, no caso citado se o
sofrimento for prolongado por muito tempo, o organismo passa a entender o
estado de tristeza como o “estado normal”, ou seja, passa a mantê-lo
fisiologicamente.
Uma vez que isso ocorre, torna-se muito difícil a reversão
do quatro, isso por que, quando a pessoa procura voltar ao seu estado anterior
(de equilíbrio) o organismo reage, reconhecendo aquele estado como “anormal” ou
melhor dizendo atípico, e assim como em uma pessoa normal as repercussões dos
sentimentos são combatidas e revertidas pelo organismo, em uma pessoa
depressiva, qualquer sentimento que gere repercussões diferentes da tristeza, ansiedade,
medo...é combatido, e o “falso equilíbrio” é restabelecido.
Por esse motivo as pessoa com Depressão, tem grande
dificuldade de se restabelecer emocionalmente, mas existe alguma saída?
Tipicamente, a depressão é tratada por medicamentos associados à novos hábitos diários.
Os medicamentos tem como função, em geral, inibir a ação dos hormônios e
substâncias mantenedoras do quadro, saturando seus receptores, o que provoca
melhora relativamente rápida dos sintomas agudos, paliativamente os novos hábitos
propostos visam criar novas experiências, novas redes neurais, criando uma
saída, um outro caminho mental que o paciente deva seguir. Acontece que muito
embora as melhoras dos pacientes tratados nesta modalidade sejam notáveis aos
olhos externos, e em certos casos menos graves até mesmo a cura, em outros
casos (a maioria) o tratamento funciona apenas como uma máscara sobre o
problema, e assim como a morfina, não age diretamente na causa e sim no
sintoma, ou seja, assim que o efeito do medicamento acaba os sintomas retornam.
Isso ocorre por que a pessoa consciente ou inconscientemente se recusa a sair
do problema. Isso é mais comum do que se pensa, o fato é que algumas pessoas se
acostumam com a dor, outras se comprazem da atenção que recebem e outras,
simplesmente tem medo de retornar à “vida real” devido aos traumas sofridos.
Desta forma, o medicamento pode ajudar, mas se o paciente
não tiver intimo interesse em mudar, uma fervorosa vontade de retomar o
controle, será então como tapar o furo de uma caixa d'agua com uma goma de
mascar, cedo ou tarde acordará com a casa inundada e os danos poderão ser
irreparáveis. É porém, extremamente importante dizer que, não desaconselhamos o
uso de medicamentos, e as orientações do médico deverão ser seguidas à rica, só
podendo ser o uso do medicamente descontinuado por orientação de profissional
de saúde qualificado para tal.
Mas como então sair de forma mais eficiente deste
problema? A resposta para essa pergunta é bastante simples, mas ao mesmo tempo
de difícil aplicação. De forma mais clara, o conceito é muito simples, porém,
para alguém já profundamente debilitado pela depressão até mesmo abrir a janela
pela manhã é um grande desafio.
Para tratar o efeito é preciso ir à causa, fato este
que a alopatia tende a ignorar com frequência. Por exemplo no caso da mãe que
perdeu o filho, nenhum tratamento surtirá o efeito desejado se ela (a mãe) não
entender que tem o direito de deixar de sofrer, que não irá desonrar a morte do
filho se resolver seguir em frente, será que o filho amado gostaria de saber
que sua morte está matando também a pobre mãezinha? Será que se agarrar a essa
pesada âncora é realmente honrar o filho? Isso meus irmão, é dominar os
sentimentos, e como dito anteriormente não é deixar de sentir e sim aprender a
dar vazão aos bons sentimentos e bloquear aquilo que somente nos destrói.
Esse entendimento é fundamental para a cura da
depressão, se não houver esse tipo de conscientização, mesmo que ocorram
episódios de melhora, a depressão fatalmente retorna, pois a causa ainda está
lá. De fato, se o indivíduo for dotado de exuberante força interior (o que é
muito raro) poderá conseguir total remissão do quadro com pouca ou mesmo
nenhuma intervenção química.
Vale lembrar que a depressão tem inúmeras causas, o
caso da perda de um ente querido foi usado por ser uma comum causa de quadros
depressivos, no entanto, as causas são diversas, mas respeitam o mesmo
paradigma de instalação da patologia. Alguns outros casos comuns são por
exemplo, fracassos recorrentes (profissionais, emocionais, etc.), situações
traumáticas (experiências de quase morte, separação dos pais, abusos físicos ou
psicológicos...), enfim qualquer situação que gere de forma prolongada e
profunda, sentimentos de ordem negativas como tristeza, medo, angustia, entre
outros.
Mais uma vez me coloco a dizer que os sentimentos repercutidos
por tais situações previamente citadas são naturais e não causam por si só a
depressão, em geral vão lentamente amortecendo-se e o organismo atinge uma
faixa funcional. Porém a forma como o indivíduo ver a situação é que agrava o
problema e pode provocar o estado depressivo, assim como no exemplo da mesa
farta usado no início deste capítulo, a situação predispões, mas não impões, um
indivíduo com baixo controle emocional é mais propenso a entrar em quadro
depressivo que aquele que procura entender e dominar seus sentimentos.
1.1.1 Hábitos e Alimentos Auxiliares.
Hipócrates, o pai da Medicina, disse certa vez, “Que o
Alimento seja teu Medicamento.”. Não poderia ser mais sábia sua colocação, os
alimentos são, assim como todos os seres, dotados de frequências energéticas
que podem, de acordo com o seu uso, auxiliar ou prejudicar o equilíbrio do
corpo Físico e Espiritual. A seguir, Uma
lista de alimentos e recomendações alimentares que auxiliam e potencializam os
efeitos recuperativos daquele que luta contra a depressão.
Segue a baixo uma lista de alimentos que promovem e/ou
favorecem a recuperação do paciente:
- Frutas
cítricas (Laranja, limão, Mexerica, Acerola...)
- A
vitamina C presente nestes alimentos fortalece o sistema imunológico e auxilia
no bom funcionamento neural.
- Carboidrato
Complexos. (Grãos e derivados integrais)
- Os
alimentos processados e refinados, além de serem pobres em nutrientes, elevam
drasticamente o índice glicêmico e podem gerar estados de ansiedade e
inquietação, estados que favorecem à depressão. Tal situação é
minimizada ou mesmo evitada com a utilização dos alimentos integrais.
- Chás
calmantes.
-Chá de camomila, erva cidreira,
alface, erva-doce, dentre outros, são excelentes aliados no combate ao stress.
Além disto acabam induzindo a um sono melhor que por tem propriedades
recuperadoras excepcionais, porém, por serem em sua maioria diuréticos, não se recomenda tomá-los pouco antes de dormir, visto que a liberação de líquidos irá conturbar a noite com excessivas idas ao banheiro.
- Evitar açúcar(sacarose).
Pelo mesmo motivo
dos alimentos refinados, gera rápido e indesejável aumento no índice glicêmico
do paciente.
Incorporar ainda, como
medida essencial a pratica DIÁRIA de exercícios físicos de preferência de
caráter aeróbico, tais como; caminhada, corrida, ciclismo, natação…de preferência
que sejam realizados no início do dia e ao ar livre sempre que possível.
Exercitar-se diariamente
estimula o bom funcionamento do organismo, tendo efeito descongestionante,
desbloqueando os sistemas diversos e liberando (quando praticado corretamente)
hormônios como a Endorfina que produz sensação de bem estar e prazer.

