segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Doenças Psicossomáticas (Depressão)



Doenças Psicossomáticas

Para efeito deste estudo, consideremos como doenças psicossomáticas, as patologias físicas ou psíquicas geradas pela “psique” do Ser. Em outras palavras, são doenças geradas a partir de um hábito mental negativo que desequilibram as funções fisiológicas que se manifestam através de enfermidades do corpo físico.

A medidas que dermos continuidade ao estudo, veremos que de fato toda e qualquer doença pode ser considerada como Psicossomática, ou seja, toda doença tem como causa ou coadjuvante o estado mental do enfermo. Porém afim de sistematizar o estudo, iniciemos com as doenças mais intimamente ligadas ao fator psíquico.

Depressão

Considerada “o mal do século”, escolhemos a depressão como ponta pé inicial devido a sua intima relação com o pensamento, de fato, a depressão é o maior exemplo da somatização do pensamento, ou seja, da evolução de um estado mental contínuo para uma patologia complexa. De fato, esse mal assombra praticamente toda a população mundial, é praticamente impossível encontrar alguém que, pelo menos, não conheça alguém clinicamente depressivo.
É preciso esclarecer porém, que de forma mais geral praticamente todos já passamos por momentos “depressivos”, porém é preciso distinguir o prolongamento de um estado de tristeza profunda porém natural e passageiro, da depressão clínica, quando a mesma é considerada uma doença e não um estado. Enquanto a primeira é perfeitamente normal e geralmente vai embora naturalmente sem deixar grandes danos, a segunda se enraíza profundamente, nesse caso, o paciente inconscientemente (geralmente) sustenta o estado de tristeza, fazendo com que o organismo lentamente se adapte àquela realidade e, após adaptado, passa a manter fisiologicamente tal desequilíbrio, dificultado assim que o paciente restabeleça o equilíbrio.

Vejamos então um exemplo cotidiano de como e por que o Ser prolonga e sustenta o próprio sofrimento. Uma comum causa de depressão é a perda de entes queridos. É perfeitamente natural para aqueles que estão escarnados sentirem grande peso e sensação de perda e abandono quando seus estes queridos passam por processo desencarnatório, porém em determinadas situações a pessoa prolonga e se agarra ao sofrimento, como por exemplo no caso de uma mãe que perde seu único filho. É realmente inestimável a dor que uma mãe sente ao ver seu filho desencarnar, porém, muito embora isso comumente gere um profundo estado de tristeza, este deveria após um tempo ir gradualmente diminuindo até que ficasse “suportável”, possibilitando a pessoa a seguir em frente com a vida que deveras nunca para.

É possível ver vários casos de mães que perderão seus filhos, embora nunca esqueçam o ocorrido (o que é natural) sigam em frente, criando seus outros filhos, trabalhando.... Mas o fato é que, em geral, se instale na genitora profunda depressão. Isso ocorre por que a mãe em questão se recusa a deixar de sofrer pelo filho perdido, como se ao fazer isso estivesse desrespeitando a morte do filho amado, como se, deixando de sofrer, deixasse também de demonstrar seu amor.

Eis a importância do homem dominar seus sentimentos, é preciso estudar o que sentimos, verificar constantemente os motivos e buscar uma explicação racional para o que se sente, é claro que em situações extremas como a descrita logo acima fica difícil pensar com clareza a respeito daquilo que se sente, porém com a prática diária, dando o devido tratamento aos mais triviais e simplórios sentimentos criamos o hábito de fazê-lo, e quando o hábito se instala, o próprio inconsciente se encarrega o resto.

No caso hipotético tratado anteriormente, ocorre que, a mãe em questão resolve se “agarrar” à tristeza, sem deixa-la ir ao tempo certo, assemelha-se a alguém que abraça fortemente uma âncora enquanto ela afunda no oceano. Como já vimos antes, os sentimentos provocam repercussões no corpo físico que vão desde as mais superficiais às mais profundas como as alterações hormonais, vimos também que o organismo tem gigantesca capacidade de se recuperar destes pequenos desequilíbrios. Porém, no caso citado se o sofrimento for prolongado por muito tempo, o organismo passa a entender o estado de tristeza como o “estado normal”, ou seja, passa a mantê-lo fisiologicamente.

Uma vez que isso ocorre, torna-se muito difícil a reversão do quatro, isso por que, quando a pessoa procura voltar ao seu estado anterior (de equilíbrio) o organismo reage, reconhecendo aquele estado como “anormal” ou melhor dizendo atípico, e assim como em uma pessoa normal as repercussões dos sentimentos são combatidas e revertidas pelo organismo, em uma pessoa depressiva, qualquer sentimento que gere repercussões diferentes da tristeza, ansiedade, medo...é combatido, e o “falso equilíbrio” é restabelecido.

Por esse motivo as pessoa com Depressão, tem grande dificuldade de se restabelecer emocionalmente, mas existe alguma saída? Tipicamente, a depressão é tratada por medicamentos associados à novos hábitos diários. Os medicamentos tem como função, em geral, inibir a ação dos hormônios e substâncias mantenedoras do quadro, saturando seus receptores, o que provoca melhora relativamente rápida dos sintomas agudos, paliativamente os novos hábitos propostos visam criar novas experiências, novas redes neurais, criando uma saída, um outro caminho mental que o paciente deva seguir. Acontece que muito embora as melhoras dos pacientes tratados nesta modalidade sejam notáveis aos olhos externos, e em certos casos menos graves até mesmo a cura, em outros casos (a maioria) o tratamento funciona apenas como uma máscara sobre o problema, e assim como a morfina, não age diretamente na causa e sim no sintoma, ou seja, assim que o efeito do medicamento acaba os sintomas retornam. Isso ocorre por que a pessoa consciente ou inconscientemente se recusa a sair do problema. Isso é mais comum do que se pensa, o fato é que algumas pessoas se acostumam com a dor, outras se comprazem da atenção que recebem e outras, simplesmente tem medo de retornar à “vida real” devido aos traumas sofridos.

Desta forma, o medicamento pode ajudar, mas se o paciente não tiver intimo interesse em mudar, uma fervorosa vontade de retomar o controle, será então como tapar o furo de uma caixa d'agua com uma goma de mascar, cedo ou tarde acordará com a casa inundada e os danos poderão ser irreparáveis. É porém, extremamente importante dizer que, não desaconselhamos o uso de medicamentos, e as orientações do médico deverão ser seguidas à rica, só podendo ser o uso do medicamente descontinuado por orientação de profissional de saúde qualificado para tal.

Mas como então sair de forma mais eficiente deste problema? A resposta para essa pergunta é bastante simples, mas ao mesmo tempo de difícil aplicação. De forma mais clara, o conceito é muito simples, porém, para alguém já profundamente debilitado pela depressão até mesmo abrir a janela pela manhã é um grande desafio.

Para tratar o efeito é preciso ir à causa, fato este que a alopatia tende a ignorar com frequência. Por exemplo no caso da mãe que perdeu o filho, nenhum tratamento surtirá o efeito desejado se ela (a mãe) não entender que tem o direito de deixar de sofrer, que não irá desonrar a morte do filho se resolver seguir em frente, será que o filho amado gostaria de saber que sua morte está matando também a pobre mãezinha? Será que se agarrar a essa pesada âncora é realmente honrar o filho? Isso meus irmão, é dominar os sentimentos, e como dito anteriormente não é deixar de sentir e sim aprender a dar vazão aos bons sentimentos e bloquear aquilo que somente nos destrói.

Esse entendimento é fundamental para a cura da depressão, se não houver esse tipo de conscientização, mesmo que ocorram episódios de melhora, a depressão fatalmente retorna, pois a causa ainda está lá. De fato, se o indivíduo for dotado de exuberante força interior (o que é muito raro) poderá conseguir total remissão do quadro com pouca ou mesmo nenhuma intervenção química.

Vale lembrar que a depressão tem inúmeras causas, o caso da perda de um ente querido foi usado por ser uma comum causa de quadros depressivos, no entanto, as causas são diversas, mas respeitam o mesmo paradigma de instalação da patologia. Alguns outros casos comuns são por exemplo, fracassos recorrentes (profissionais, emocionais, etc.), situações traumáticas (experiências de quase morte, separação dos pais, abusos físicos ou psicológicos...), enfim qualquer situação que gere de forma prolongada e profunda, sentimentos de ordem negativas como tristeza, medo, angustia, entre outros.

Mais uma vez me coloco a dizer que os sentimentos repercutidos por tais situações previamente citadas são naturais e não causam por si só a depressão, em geral vão lentamente amortecendo-se e o organismo atinge uma faixa funcional. Porém a forma como o indivíduo ver a situação é que agrava o problema e pode provocar o estado depressivo, assim como no exemplo da mesa farta usado no início deste capítulo, a situação predispões, mas não impões, um indivíduo com baixo controle emocional é mais propenso a entrar em quadro depressivo que aquele que procura entender e dominar seus sentimentos.



1.1.1    Hábitos e Alimentos Auxiliares.

Hipócrates, o pai da Medicina, disse certa vez, “Que o Alimento seja teu Medicamento.”. Não poderia ser mais sábia sua colocação, os alimentos são, assim como todos os seres, dotados de frequências energéticas que podem, de acordo com o seu uso, auxiliar ou prejudicar o equilíbrio do corpo Físico e Espiritual.  A seguir, Uma lista de alimentos e recomendações alimentares que auxiliam e potencializam os efeitos recuperativos daquele que luta contra a depressão.

Segue a baixo uma lista de alimentos que promovem e/ou favorecem a recuperação do paciente:

- Frutas cítricas (Laranja, limão, Mexerica, Acerola...)
       - A vitamina C presente nestes alimentos fortalece o sistema imunológico e auxilia no bom funcionamento neural.

- Carboidrato Complexos. (Grãos e derivados integrais)
       - Os alimentos processados e refinados, além de serem pobres em nutrientes, elevam drasticamente o índice glicêmico e podem gerar estados de ansiedade e inquietação, estados que favorecem à depressão. Tal situação é minimizada ou mesmo evitada com a utilização dos alimentos integrais.

- Chás calmantes.
       -Chá de camomila, erva cidreira, alface, erva-doce, dentre outros, são excelentes aliados no combate ao stress. Além disto acabam induzindo a um sono melhor que por tem propriedades recuperadoras excepcionais, porém, por serem em sua maioria diuréticos, não se recomenda tomá-los pouco antes de dormir, visto que a liberação de líquidos irá conturbar a noite com excessivas idas ao banheiro.

  - Evitar açúcar(sacarose).
            Pelo mesmo motivo dos alimentos refinados, gera rápido e indesejável aumento no índice glicêmico do paciente.


Incorporar ainda, como medida essencial a pratica DIÁRIA de exercícios físicos de preferência de caráter aeróbico, tais como; caminhada, corrida, ciclismo, natação…de preferência que sejam realizados no início do dia e ao ar livre sempre que possível.
Exercitar-se diariamente estimula o bom funcionamento do organismo, tendo efeito descongestionante, desbloqueando os sistemas diversos e liberando (quando praticado corretamente) hormônios como a Endorfina que produz sensação de bem estar e prazer. 

 

Repercussões fisiológicas dos sentimentos




Repercussões fisiológicas dos sentimentos


O homem aprende através da experiência. Sempre que vivencia algo novo o “Ser” guarda aquela informação, esta informação por sua vez gera uma impressão que se expressa pelo que conhecemos como sentimento. O sentimento é a sensação causada pelo pensamento, é de fato uma reação ao pensamento, tal como a reação involuntária de tirar rapidamente a mão ao encostar em uma panela quente, o sentimento é tão instintivo e instantâneo quanto menor o controle do indivíduo sobre ele.

Acontece que seria errado dizer que o sentimento é uma reação ao fato em si, ocorrido no ambiente em que se encontra a Criatura. Isso por que o sentimento reage ao pensamento e não ao fato, de uma forma geral, o sentimento é uma reação ao pensamento que por sua vez é uma reação ao ambiente e a seus componentes.

Dito isto, vamos em frente. É fato conhecido que os sentimentos repercutem efetivamente no corpo físico e isso se comprova quando, por exemplo, por algum motivo você sente medo, nota-se de imediato as alterações fisiológicas causadas por tal sentimento tais como, palidez facial, respiração ofegante, alteração nas reações das pupilas, batimentos cardíacos acelerados, dentre outros. Assim também ocorre com a alegria, tristeza, euforia, raiva e todos os outros sentimentos, cada um provocando reações e alterações no corpo físico de acordo com sua natureza e sua intensidade.

Mas é preciso entender que as respostas fisiológicas causadas pelos sentimentos não são tão temporárias e alegóricas quanto se pensa, elas alteram intimamente as produções hormonais e reações do corpo, que regem todo o sistema fisiológico e muito embora o organismo esteja preparado para restabelecer o equilíbrio muitas e muitas vezes, há aqui, como tudo na natureza, um limite, e se a pessoa tem uma predominância de sentimentos que geram desequilíbrio, ou seja, que tem repercussões negativas no organismo, então uma hora o corpo falha em restabelecer esse equilíbrio deixando a porta aberta para as doenças. Já foi comprovado por exemplo, que pessoas depressivas tem baixa imunidade, assim como vamos estudar mais à frente.

Analisando novamente o exemplo do medo, podemos observar que esse sentimento gera uma repercussão fisiológica favorável à fuga, pois a palidez facial ocorre devido ao deslocamento do sague par as pernas, bem como a resposta cardiorrespiratória é uma preparação para a maior demanda de oxigênio proveniente de uma eminente fuga. O fato é que o sentimento é a evolução do instinto animal, assim sendo, pode-se dizer que os diversos sentimento como por exemplo, raiva, amor e felicidade, tem como origem os instintos de sobrevivência, procriação e auto compensação. Esses instintos foram essenciais na evolução e sobrevivência do homem, e alguns ainda estão fortemente enraizados e tem repercussões positivas tais como o instinto materno, e o que faz o recém nascido procurar o seio materno.

Mas assim como foi necessário que o homem aprendesse a controlar seus instintos (mesmo que parcialmente), saindo finalmente da condição animal – Selvagem-  para uma condição mais independente e evoluída, é natural que na continuação dessa caminhada evolutiva o homem busque o domínio sobre seus sentimentos, ressaltando que dominar os sentimentos não é deixar de sentir, não é a apatia sentimental nem mesmo a perca da espontaneidade, é antes uma “gerencia” do que outra coisa, é saber dar vazão ao que faz bem e aprender a transformar aquilo que não faz.

Mas se como dito no início desse tópico o sentimento é uma repercussão do nosso pensamento, ou seja, da forma como vemos as coisas, então, para se ter controle sobre os sentimentos é preciso antes controlar o pensamento. Para tanto, é preciso compreender que o meio não é fator decisivo na formação do pensamento, na verdade o meio estimula, espeta, instiga o pensamento, são os acontecimentos do meio que despertam o pensamento, porém, é preciso entender que após esse despertar o pensamento tem vida própria e cresce por conta própria e sua “forma final”, sua conclusão, será regida pela consciência de cada um.

Para entender melhor, imagine que ao entrar em uma sala encontra uma enorme mesa farta de todos os tipos de alimentos e uma placa que diz “Sirva-se a vontade.” esse é o meio te influenciando. Você então passa a observar os alimentos decidindo o que irá comer, esse é o pensamento indo por conta própria, o meio não pode influencia mais, não o obriga a comer ou não. Imagine então nesse mesmo exemplo que você ao ver a mesa farta, come deliberadamente tudo o que vê pela frente e então passa mal, seria o meio responsável pela sua conduta? De fato o meio (a mesa farta) o instigou, cutucou sua mente, mas a partir daí a decisão (comer ou não, ou o que comer) é sua.

A vida é como essa mesa farta, nela temos desde alimentos que fazem bem até aqueles que fazem mal, temos aqueles aos quais somo intolerantes bem como aqueles que precisamos nos acostumar com o sabor. Sendo a vida essa mesa farta, o pensamento é o que você dela come, e o sentimento é então a repercussão daquele alimento em seu corpo. Então meu irmão, escolhamos bem o que vamos pegar dessa mesa.
Vamos então iniciar o estudo sobre as doenças psicossomáticas, entendendo pela perspectiva espiritual como elas são produzidas e tentar propor métodos para a libertação das mesmas. Mas é preciso lembrar que pela proposta da obra de ser um “guia prático” apenas retratarei aqui as causas mais comuns que embora sejam gerais não são absolutas.